sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Histórias de Vida


Boa menina
                                     
   Meu pai se chama Florentino, é goiano, nasceu no dia 16/11/1963. Minha mãe se chama Cleide, é mato-grossense, nasceu no dia 30/09/1970. Eles se conheceram aqui em Rondônia e perceberam que foram feitos um para o outro, então começaram a namorar, em seguida noivaram e no dia 15/10/1988 se casaram.
   Do amor desse casal nasceram três filhos. O mais velho faleceu quando mamãe estava com cinco meses de gestação, logo ela engravidou novamente da minha irmã mais velha, ela é uma menina muito bonita e se chama Suzimeire, nasceu no dia 31/01/1991, ainda do amor desse casal  nasceu outra linda garota, eu, Simone, nasci no dia 01/10/1998.  Eu era uma menina muito boa, às vezes boa até demais, mas também muito arteira. Eu e minha prima comíamos os remédios da minha avó. Com os passar dos anos eu fui mudando e já  não sou mais tão arteira.                                
  Com sete anos quebrei o braço direito, pois gostava muito de subir em árvores, eu e a minha prima subimos numa árvore, então eu caí,  cortei a cabeça e fraturei o braço direito. Depois desse acontecimento, fiquei com medo de subir em árvore e cair novamente.
  Certa vez eu, minha irmã e minhas primas estávamos pulando e, na brincadeira, a minha irmã levantou a corda bem na hora em que pulei, me embaracei na corda, caí em cima do braço esquerdo e quebrei-o, a minha irmã me pegou no colo e começou a chorar, pois pensou que havia me matado, pois eu estava desmaiada. Graças a Deus não foi nada grave.
  Eu sou uma filha de dar gosto, sou muito boa na escola e com todas as pessoas, tenho muitos amigos e amigas.
  Hoje tenho 13 anos, estou cursando o 9º ano na escola Irineu Antônio Dresch, sou brincalhona, tenho dois lindos sobrinhos e muitos amigos e amigas, duas delas eu nunca vou esquecer porque são muito especiais para mim, infelizmente uma teve que se separar de nós, mas graças a Deus uma ficou.                                                         
   Eu sou muito feliz ao lado das pessoas que eu mais amo que são a minha família...

            S. M. F.

Histórias de Vida


Simples assim

   Nasci dia 30/04/96, minha mãe tinha 33 anos e meu pai 39. Eles se conhecem desde criança porque são primos.
   Apaixonaram-se na adolescência, começaram a namorar escondido dos meus avós, depois assumiram o namoro e se casaram. Tiveram quatro filhos, eu  sou a quarta filha, eles queriam apenas três filhos, não planejavam ter mais um e sim de operar para não ter mais filhos, marcaram a cirurgia e uns dias antes da cirurgia, mamãe começou a sentir enjoo e quando foi ver ela estava grávida de mim.
   Na gravidez eu fui cuidada com todo carinho e mais ainda quando nasci. Quando era criança quem cuidava de mim era minha irmã, tanto que a chamava de mamãe, a minha mãe cuidava da casa e ela de mim, mas ela se casou, e foi morar perto da minha casa, eu ficava mais na casa dela do que na minha.
   Quando meus dentes começaram a cair, eu não deixava ninguém ver e muito menos arrancar, só meu irmão mais velho. Eu brigava muito com meu irmão mais novo.
   Fui à escola pela primeira vez com seis anos. Fiz o pré-escolar numa escola que tinha perto da minha casa, a professora se chamava Juliana. Com sete anos fui para a 1ª série com a professora Cida. Eu gostava muito dela, foi nesse ano que conheci minhas amigas que são como irmãs para mim, gosto muito delas. Estudei na escola Celso Augusto Rocco onde fazia muitas coisas legais, estudei lá até a 4ª série, no último dia de aula foi muito triste porque eu não queria sair de lá, acostumei com os alunos, professores, zeladora e cozinheiras.
   Na 5ª série fui para a escola Silvio Michelluzi,  lá foi difícil para me acostumar com as novas amizades, professores...  nada era igual ao Celso Rocco, estudei naquela escola até o 8º ano, reprovei e vim para essa escola que estou até hoje.
   Minha primeira menstruação foi assim: eu estava na casa de uma amiga e conversávamos muito sobre esse tema. Resolvemos ir ao mercado, fui à seção do pet shop e aquele cheiro de ração me enjoou muito, fui ao banheiro, pois estava passando mal. Sentia cólicas, mas não sabia por que. Nem passava pela minha cabeça que poderia ser a primeira menstruação.
   Como estava passando mal, levaram-me à farmácia. Lá fui medicada e voltei para casa, conversei com minha mãe e ela perguntou o que eu estava sentindo, contei a ela que me explicou que era a menstruação, eu tinha 14 anos.
   Dei o meu primeiro beijo ainda quando estudava na escola no Silvio Michelluzi, tinha 12 anos, minha amiga ficou insistindo para eu ficar com o garoto, enrolei muito para isso não acontecer, sentia medo e vergonha, mas foi inevitável e muito bom. Depois da primeira vez perdi o medo e a vergonha e comecei a namorar ele mesmo, Mateus é seu nome. Depois terminamos e conheci outras pessoas e tive outros namorados.
   Hoje tenho 16 anos, sou muito feliz. Tenho um namorado que amo muito. Ele diz que também me ama. Sou muito feliz com ele, apesar das invejas, ciúmes e fofocas. Porém quando amamos nada e ninguém separa. Estamos namorando há dez meses, já terminamos duas ou três vezes por causa de ciúmes e fofocas, mas não conseguimos ficar nem um mês separados e voltamos.
  Minha família quase toda já sabe que namoro, só faltam meus pais. Tenho  muitas inimigas, em compensação muitos amigos que considero irmãos. Saio quase todos os finais de semana com minha irmã ou minhas amigas. Eu fui e sou muito feliz por viver assim.

V. R.

Histórias de vida


Minhas tristezas e alegrias

   Meu pai se chama José, nasceu no dia 30 de Junho de 1967, no Paraná, minha mãe, Dimarina, nasceu no dia 05 de Janeiro de 1972, no Mato Grosso.
   Foi aqui em Ji-Paraná Rondônia que eles se conheceram e casaram. Dessa união nasceram três filhas: Márcia, Solange  e eu. Nasci no dia 13 de Março de 1998, hoje estou com 14 anos.
   Meus pais falam que eu era muito arteira. Eu gosto muito de cuidar de animais, uma vez fui pegar um pintinho no chão e a galinha arranhou meu rosto todo. Outra arte foi muito perigosa, pois quando eu tinha cinco anos fui brigar com um menino por causa de rapa de arroz. Estava com uma sandália alta de minha mãe, o menino me empurrou e bati a cabeça na quina da área, fez um corte bem na minha nuca. Morávamos longe da cidade, para estancar aquele sangue que descia, minha mãe passou pó de café e fomos para Nova Colina. Acho que depois desse acontecido, fiquei meio doidinha.
   Alguns meses depois, entrei dentro dum buraco de cerca, onde fiquei imprensada, pois era muito estreito. Nessa mesma época, quase matei uma menina e minha irmã, pois derrubei um tanque em cima delas, a menina ficou imprensada debaixo do tanque, por sorte minha mãe e meu pai estavam trabalhando perto da casa, correram assustados com os gritos e conseguiram tirar o tanque de cima delas.
   Mudei várias vezes de casa, com sete anos entrei na escola Irineu Antônio Dresch. Na quarta série, mudei para o colégio São Gabriel. Morava na linha 74. Depois de um ano, meu pai pediu as contas da fazenda onde trabalhava e mudamos novamente para a linha 102. Fui estudar na escola Irineu Dresch, onde estudo até hoje. Gosto muito de estudar nessa escola.
   No dia 16 de Julho de 2010, minha mãe fez uma festa de aniversário para minha irmã mais velha que completara 15 anos, foi muito divertido. Depois de nove meses e oito dias, foi o aniversário de 15 anos da minha irmã do meio, esse foi um dia muito especial na minha vida, pois foi nesse dia que conheci uma pessoa muito especial, com quem sonho até hoje em reencontrar.
   O Natal de 2011, passei na casa dos meus parentes, no Prainha. Minha tia fez um almoço muito bom, mas o que eu não gostei foi que tinha quiabo e salada de repolho, pois detesto isso. Depois fomos comer carne assada, não gosto muito de carne, e adoro torta de maçã. Gosto muito de desenhar, pois tenho algumas habilidades para isso. E é assim minha história de vida.

V. G. S.

Histórias de vida


É sempre assim que começa

   Minha história de vida começa como de todo mundo. Minha mãe tinha 16 anos de idade e morava em Tauá no Ceará, gostava de sair, ir a festa e foi numa festa que ela conheceu um homem que disse ser solteiro,  começaram a conversar, namoraram e logo se casaram.
   Com dezoito anos ela ficou grávida de meu irmão Rodrigo e, nessa época, papai estava desempregado. As coisas ficaram difíceis, graças a Deus ela recebia doações dos e da família. Dois anos depois minha mãe teve outro filho, que sou eu, e a situação foi piorando cada vez mais pelo mesmo motivo: meu pai desempregado.
   Quando eu completei um ano de idade fui batizado igreja Católica de nossa cidade, nisso minha madrinha já morava em Ji-Paraná, ela só foi para o Ceará para me batizar.
   Eu ainda era criança quando meu pai resolveu vir para Rondônia ver se as coisas melhoravam, ele veio na frente, conseguiu emprego e logo mamãe veio para perto dele. Aqui chegando fomos diretos para a casa de minha madrinha, ela nos recebeu muito bem e hospedou toda a família em sua casa, pois meu pai trabalhava longe e só veria a família de dois em dois meses.
   Depois de um tempo, meus pais resolveram alugar uma casa para morarmos. Eu brincava muito com meus primos e passeava bastante com minha madrinha.
   Com seis anos comecei a estudar na escola Celso Rocco, logo fiz novos amigos, estudei lá por três anos. Quando completei dez anos, converti-me em uma Igreja Evangélica. 
   Eu e meu irmão já estávamos rapazes quando meus pais resolveram trabalhar de caseiros no sítio de um amigo de minha madrinha, a princípio achei que seria ruim, mas me enganei. Gostei muito do trabalho, mas não tinha a igreja que eu congregava, então comecei a participar de outra que havia ali.
   Comecei a estudar na escola Irineu Antônio Dresch, onde estudo até hoje.
   Passado um tempo, minha mãe começou a se desentender com meu pai e decidiram se separar, foi muito ruim não ver meu pai, pois brincávamos muito até mesmo quando tirávamos leite de madrugada, pescávamos todas as tardes, buscávamos as vacas no pasto e muito mais.      
   Voltamos para Ji-Paraná. Minha mãe trabalha em um restaurante japonês com cozinheira, meu irmão conseguiu um trabalho em uma fazenda perto de Mato Grosso, uma vez por mês ele vem nos ver.
     Eu estou estudando, pretendo terminar e ingressar na faculdade.
     Sou Y. M. A., tenho dezesseis anos e essa é minha história.